Revista Istoé Dinheiro entrevista Sal sobre recomendações para investimentos na bolsa de valores
Istoé Dinheiro 13.02.12
Texto de Fernando Teixeira
Depois de passar 2011 dando um banho de água fria nos investidores, o mercado acionário iniciou 2012 a todo vapor. Até a terça-feira 7, o Índice Bovespa acumulou uma valorização de 15%, revertendo quase todas as perdas do ano passado (18,1%). Boa parte dessa alta veio da injeção de dinheiro dos investidores internacionais, que trouxeram R$ 7,2 bilhões líquidos ao mercado em janeiro, o maior saldo líquido mensal desde janeiro de 1994. “O fluxo de recursos internacionais está muito forte, e nós esperamos que continue assim em razão das boas condições do mercado doméstico e das boas perspectivas para as empresas brasileiras”, diz Eduardo Jurcevic, principal executivo da corretora Santander.
Ainda é hora de comprar? Quais são as ações recomendadas? Para responder a essas perguntas, DINHEIRO ouviu analistas dos principais bancos e corretoras. Para Mário Saldanha, analista gráfico da Cedro Finances, a melhor estratégia são os movimentos de curto prazo. “Os gráficos mostram que o Ibovespa pode chegar perto dos 70.000 pontos em poucos meses”, diz. “Claro que em algum momento, os investidores devem vender ações e o índice pode recuar para perto de 64.000 pontos, mas seria um movimento temporário.” Em 2011, o indicador registrava 67.403 pontos em janeiro e fechou o ano com 56.754 pontos.
Já para os analistas fundamentalistas, que se baseiam no desempenho das empresas e dos setores, ainda é cedo para saber se o Ibovespa acima dos 65.000 pontos é uma correção de mercado ou um retorno dos investidores estrangeiros para o Brasil. “Os juros dos títulos europeus foram menores que o esperado e os EUA devem manter os juros baixos. Onde os investidores vão ganhar dinheiro?”, questiona William Castro
Alves, analista da XP. Leonardo Milane, estrategista da Santander Corretora, também não sabe a duração dessa melhora na bolsa, mas acha que “agora é um momento propício para entrar na bolsa”. Marcelo Varejão, analista da Socopa, diz que o desempenho da bolsa deve continuar bom nos próximos meses.
Só haverá alteração no cenário se os grandes investidores tiverem de cobrir rombos financeiros na Europa. “Eliminaríamos essa dependência dos estrangeiros se tivéssemos mais empresas listadas na bolsa e se aumentássemos a participação de pessoas físicas e investidores institucionais brasileiros.” No que depender de Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, as preocupações de Varejão serão sanadas este ano. Pinto acredita que entre 40 e 45 empresas vão fazer oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil assim que as condições internacionais melhorarem. Confira as recomendações a seguir.
Matéria publicada em 10.02.12
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